E3 2017 – Conferência do Playstation

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Conferência foi morna, e quem esperava surpresas se decepcionou

E3 não é nenhuma competição, mas se tornou uma prática comum escolher um "vencedor". Obviamente ninguém ganha a feira, mas se assim fosse, a disputa giraria em torno de quem gerou mais "hype", mais empolgação e não necessariamente quem tem mais coisas para mostrar (e jogar).



Nos últimos anos, com anúncios surpreendentes, a Sony conquistou a imprensa especializada e o público ao anunciar remakes de jogos há muito aguardados, data de lançamento de jogos dados como cancelados, jogos clássicos ganhando versões modernas, por aí vai.

A expectativa para 2017, portanto, era muito alta, e talvez esse tenha sido o maior problema. A Sony basicamente não apresentou nada "novo", e apesar de mostrar jogos largamente aguardados, como seu carro chefe God of War, o já anunciado Spider-Man, um re-relançamento de Shadow of the Colossus, Days Gone e vários outros, a plateia parecia frustrada. E não apenas ela.


A Sony parece ter se esquecido de uma fórmula criada por ela mesma para as E3: anuncie, ainda que tenha só o logo pronto, mesmo um teaser de 10 segundos. Prometa, e eles o adorarão. A Nintendo, inclusive, parece ter seguido a receita à risca. Em 2017, todavia, a conferência do Playstation foi muito mais pés no chão, se focando nas coisas que eles já tinham em mãos. E isso não é algo necessariamente ruim. Nem mesmo a ausência de Death Stranding e The Last of Us foi tão ruim.

Ruim mesmo foi aturar uma montagem imensa de VR, com direito a gameplay de jogo de pesca do Final Fantasy XV. Aí toda a análise cai por terra, né Sony?